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domingo, 2 de janeiro de 2011

Central Hip-Hop: dois mil e tantos anos

Central Hip-Hop: dois mil e tantos anos


Ao buscar proximidade com o jornalismo, o velho Bocada Forte se profissionaliza, mas ainda precisa enfrentar muitos desafios

Inquietação é uma palavra que define bem o espírito da equipe do portal Central Hip-Hop /BF. Para nós, nada está bom o bastante. Discutimos, "brigamos" e cortamos nossa própria carne diariamente para melhorar nosso trabalho. Desde o início da nova fase do site, no ano de 2008, o CHH mostrou o quanto valoriza a cena hip-hop brasileira. Num momento em que o rap nacional passava por uma dolorosa transição, o portal não acreditou na tal estagnação que era alardeada e decidiu apostar na produção nacional. Mostramos a movimentação da chamada ´nova escola` e, ao abordar as origens da cultura de rua no Brasil, pontuamos a historicidade do movimento.

Através das nossas fontes, tivemos contato com os primeiros beats e letras de artistas como Emicida, Projota, Rincon Sapiência, Versu2, Rashid, Daganja, Ataque Beliz, Fino, Karol Conká, Rapadura, entre outros MCs e beatmakers que despontavam num passado recente e foram as apostas do CHH. Esse caldeirão produtivo, liderado por DJs e MCs de diversos estilos, criou bases para o retorno de alguns artistas da década de 1990.

Quando todos (mídias tradicional e alternativa) voltaram suas lentes para a produção underground, o CHH fez matérias com Toni C, Spensy Pimentel, Dexter, Re.fem, Alessandro Buzo e outros pensadores e militantes da ala social do hip-hop. Seguindo a proposta pluralista da nossa linha editorial, disponibilizamos material para download e entrevistas com Cabal, Afro-X, Cyber e MC Papo, Litoral Sujo e muitos outros artistas que representam distintas sonoridades e linhas de pensamento na cena. Com o passar do tempo, mesmo com limitados recursos materiais e humanos, o CHH começou a dar maior atenção ao hip-hop de outras regiões do país.

Em reportagens e artigos de opinião, desenvolvemos trabalhos que traçaram panoramas e análises sobre o rap gospel, o rap pop e até mesmo o canto falado feito por rappers homossexuais dos EUA (por ora, ainda acompanhamos o nascimento desse estilo em nosso país). O portal registrou (e registra) as épocas de web 2.0 (2.9, 3.0, 4.0, etc) em constante mudança, quando muitos veículos surgiram, usuários passaram fornecer conteúdo, outros questionamentos foram criados, leitores postaram elogios e críticas no CHH, e velhos e novos artistas mudaram suas formas de comunicação com o público.

Os integrantes da equipe deixaram clara a diferença entre gerar e agregar conteúdo, dando maior ênfase ao material produzido pela equipe do CHH, mas, também, divulgando a produção relevante de outros blogs e sites. Dessa forma, novas parcerias foram firmadas. Atualmente, o CHH tem colaboradores respeitados por grande parte da cena rap e hip-hop. Articulistas, colunistas e jornalistas como Anaju, Jéssica Balbino, Yara Moraes e Erica Bastos mostram o trabalho feminino num cenário ainda com forte sotaque machista. Felipe Schmidt, Bruno Gil, DJ Saddam, Rangel, Se7e, Spensy Pimentel, Guilherme Mandela (Quilombo Hip-Hop), as equipes do Per Raps, Voz da Rua e Coletivo MTV, entre outros, reforçam a pluralidade e dão legitimidade ao projeto do CHH.

Entre outros trabalhos, adaptamos o sistema de categorias para organizar, disseminar e recuperar – da melhor maneira – as informações geradas e agregadas pelo portal. A inquietação não deu trégua e, em 2010, fizemos a Campanha Pelo Rap Brasileiro, reunindo artistas, comunicadores, produtores, editores, blogueiros e escritores de diversas áreas do hip-hop. No segundo semestre deste ano, aplicamos o processo de rotatividade na liderança e na tomada de decisões do CHH. Após a criação de um conselho editorial, formado por DJ Cortecertu, Noise D e Gilponês (Gilberto Yoshinaga), Cortecertu deixou de ser o único responsável pelo conteúdo. O colaborador Gilponês passou a ser nosso revisor e jornalista responsável. Para seguir um trajeto que nos leve além do mero e engessado press-release, todo o material informativo começou a ser regido por regras e normas inscritas no manual de redação do CHH, trabalho elaborado por nossa equipe.

E mais! Através da instituição Serumano, desenvolvemos um trabalho que envolve jovens da periferia, educação e hip-hop no ponto de cultura Música na Periferia, na zona sul de São Paulo. Também em 2010, O CHH, junto com a Ponto 4 Digital e o MC e empresário Marechal, criou a marca de roupas Muro, empresa que vem crescendo em um ritmo bastante promissor e fechando parcerias com grandes nomes do hip-hop e de manifestações culturais e artísticas com as quais se identificam afinidades ideológicas.

Com uma pequena independência financeira e, em meio ao caos informacional de nossos dias, o Central Hip-Hop/BF escolheu fazer um trabalho que, a cada dia, se aproxima do jornalismo sério e isento, ficando mais distante dos vícios, politicagens, bajulações, matérias e entrevistas vendidas. Para o portal, a notícia tem um custo diferenciado, pois é guiada por padrões éticos, fato que valoriza a obra dos artistas e militantes do hip-hop.

Dessa forma, em 2010, nosso trabalho foi reconhecido pela Rádio Nacional e pela emissora CBN, que dedicou um bloco do programa Sala de Música ao CHH - além da Rádio Nacional da Amazônia, cujo sinal chega a cerca de 30 milhões de brasileiros espalhados pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Além de ser um dos canais de entretenimento do UOL, o Central Hip-Hop é um dos portais de música indicados pela Rádio Cultura e foi destaque na revista +Soma.

Durante esses 365 dias, não podemos negar que cometemos erros, devido ao ritmo instável da produção jornalística. Diminuir a quantidade de erros e desenvolver trabalhos que aliem diferentes tipos de mídia e suportes de informação são nossas metas. Para o CHH, 2010 foi um ano de reforma editorial e estrutural, e do estabelecimento de parcerias, criação de novas seções e serviços. Nossa movimentada agenda e o #DJCHH são iniciativas simples que representam grandes exemplos de prestação de serviço. Em 2011, teremos um novo site com outra tecnologia, novas parcerias e serviços, tudo isso para levar o melhor aos nossos leitores. A tradição e a seriedade do CHH continuam influenciando a cena. Ao buscar sua consolidação como veículo verdadeiramente jornalístico, o velho Bocada Forte se profissionaliza, ciente de que ainda é preciso enfrentar muitos desafios.

Gostaria de agradecer aos nossos leitores, parceiros, assessores, produtores e companheiros de trabalho. Um salve especial para os lutadores do CHH que me aguentam todos os dias: Erica Bastos (B.Dub), Noise D (Dãrn Hip-Hop), Bruno Gil (Noise B), Guilherme Mandela (Dichapéu MC), Fábio (Mr. Bean), André (Mr. Magoo), Gilponês (Responsávi), Diko (Besouro Suco), Skillz (Sr. Tequila) e Jéssica Balbino (Negona Loka Marginal). Um salve especial para o Gil (Revista Elementos), editor que segurou a onda do Bocada Forte durante muito tempo.

O CHH adentra 2011 rumo aos 12 anos de existência e desejando vida longa a todos nós neste promissor Ano Novo!

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