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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O "teste do ouvidinho"



O "teste do pezinho" já é conhecido. Mas e o "teste do ouvidinho"? Tão importante quanto o primeiro, o teste do ouvidinho é realizado no segundo ou terceiro dia de vida e é capaz de detectar qualquer problema de audição que o recém-nascido tenha. Se diagnosticada algum tipo de deficiência auditiva, é preciso iniciar o tratamento o quanto antes e evitar que desenvolvimento do bebê seja prejudicado.

Menos de 1% das crianças nascem com problemas congênitos de audição. O número pode parecer pequeno, mas você não vai arriscar a saúde de seu filho, não é? Por isso, quando for escolher a maternidade, descubra se o teste é realizado rotineiramente.

Tecnicamente, é chamado de exame de "Emissões Otoacústicas Evocadas", mas apesar do nome complicado, ele é muito simples.

Preferencialmente, o bebê deve estar no segundo ou terceiro dia de vida e pode até mesmo estar dormindo enquanto o exame estiver sendo realizado - o que não levará mais de dez minutos.

Ele funciona assim: um aparelho portátil enviará estímulos sonoros para o bebê e captará as reações que serão enviadas pelo ouvido da criança.

Isso porque o ouvido humano reage a todos os estímulos sonoros que chegam até ele (e essa reação se manifesta em forma de vibrações). Caso o aparelho envie os estímulos, mas não capte qualquer tipo de reação, é sinal de que há alguma falha na audição.

Uma vez detectada a anormalidade no exame, o nenê passará por uma avaliação mais complexa e detalhada (que determinará a gravidade do problema).

A partir daí, pais e especialistas tomarão as medidas necessárias para que a criança não tenha seu desenvolvimento prejudicado (e futuramente apresente uma linguagem verbal bem próxima das pessoas que não têm a deficiência). 

O "teste do ouvidinho"
Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor!

Quando o exame não é realizado e a criança tem algum problema de audição, é muito comum os pais só começarem a desconfiar disso a partir do quarto mês de idade do bebê.

Por volta dessa fase, os pais percebem que o pequeno é muito quieto, não olha quando é chamado ou não procura de onde os sons estão vindo. Há ainda casos (e não são raros) em que os pais só notam o problema quando a criança está perto de completar dois anos de idade.

Os especialistas afirmam que todo esse tempo que levou para a falha auditiva ser descoberta é capaz de afetar o desenvolvimento do processo de comunicação da criança.

Fatores de risco

Existem alguns fatores que podem contribuir para que a criança tenha algum tipo de deficiência auditiva congênita (ou seja, ela já apresenta o problema ao nascer). Em primeiro lugar, estão as questões hereditárias (como casos de surdez na família).

Além disso, quando a mãe contrai algum tipo de doença durante a gestação (especialmente nos três primeiros meses), aumenta-se o risco de o bebê nascer com perda auditiva. Entre essas doenças estão a rubéola, o sarampo e a toxoplasmose.

Outros comportamentos da futura mamãe também podem deixar sequelas no bebê, como o consumo de drogas, álcool e o uso de certos medicamentos.

O exame de Emissões Otoacústicas Evocadas pode ser realizado em crianças de todas as idades. Então, se seu bebê não o fez na maternidade, não há motivo para o pânico. Procure um otorrinolaringologista.

Aliás, esse especialista precisa ser procurado sempre que você sentir qualquer desconfiança a respeito da audição de seu bebê. Ou até mesmo para confirmar que tudo anda bem com o ouvidinho dele!

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