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domingo, 18 de setembro de 2011

Refluxo, coisa de bebê

O organismo do seu bebê ainda está em formação e vai passar por uma série de adaptações até estar totalmente preparado para a vida "fora da barriga". Nesse período alguns sintomas podem assustar as mamães. É o caso do refluxo gastroesofágico, ou seja, quando o bebê "devolve" o alimento que acabou de ingerir (o leite materno), também conhecido como regurgitação. Embora ocorra também em adultos, o refluxo é muito mais comum em bebês. Todos nós temos uma válvula, situada entre o esôfago e o estômago, que permite que os alimentos cheguem ao estômago mas impede que eles voltem ao esôfago. Porém, quando essa válvula falha, o alimento volta, junto com os ácidos estomacais, e é expelido pela boca - é o vômito. Nos recém-nascidos, a válvula ainda não funciona perfeitamente, por isso as regurgitações são muito mais frequentes. Se isso acontece com o seu filho, saiba que todas as crianças nascem com essa válvula ainda imatura e tendem a regurgitar ou vomitar mais durante os primeiros dois meses de vida, tempo que ela leva para amadurecer. Essa manifestação, considerada inofensiva pelos médicos, persiste até o final do primeiro ano do bebê quando, então, começa a amenizar até desaparecer. É que nesse período, além de seu aparelho digestivo estar mais forte e adaptado, o bebê já não passa mais tanto tempo deitado - depois que ele começa a andar, esses "acidentes" praticamente desaparecem. Além disso, os alimentos sólidos estão começando a ser inseridos em sua dieta, fazendo o estômago trabalhar mais. Porém, se as regurgitações a preocupam ou incomodam, existem alguns truques que podem ajudar a amenizar o problema: Refluxo, coisa de bebê - Fique atenta à hora da mamada. Repare se o bebê consegue colocar toda a parte escura do seio na boca (e não apenas o bico) - isso evita que ele engula muito ar durante a sucção, um dos fatores que predispõem o refluxo. - Evite superalimentar o bebê e respeite quando ele não quiser mais mamar. Volte a oferecer a mama em duas horas. - Não balance ou chacoalhe o bebê após as refeições. Também é importante evitar pressões no abdome, que costumam acontecer durante as trocas de fraldas. - Depois das mamadas, coloque o bebê para arrotar (em posição vertical) e evite deitá-lo por, pelo menos, 30 minutos após cada refeição. Quando o caso é mais sério O refluxo considerado normal pelos médicos não traz maiores consequências à criança. Ou seja, os vômitos não são excessivos e ela continua ganhando peso normalmente. Se você achar que a quantidade de alimento expelida nos vômitos é muito grande ou se o bebê apresenta falta de ar e tosse, fique atenta. Pode ser que ele tenha refluxo patológico, um tipo mais grave e que precisa de tratamento médico. Além desses sintomas, o refluxo patológico também provoca perda de peso e do apetite e problemas respiratórios. O problema precisa ser tratado, pois pode causar dor e desconforto e evoluir para uma inflamação do esôfago, conhecida como esofagite, provocada pelo contato dos ácidos do estômago com o esôfago. Fique de olho nas mudanças pelas quais seu filho passa. Felizmente, a maioria delas é natural e faz parte do crescimento. Mas, se você achar que algo não anda bem, o pediatra está aí para ajudá-la! Procure-o sem demora.

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